Do adiamento à comparação, há rotinas incómodas que muitos criticam mas continuam a repetir no dia a dia.
Mesmo cansados, muitos continuam a responder por hábito, educação ou receio de parecerem ausentes, sobretudo em grupos e conversas rápidas.
É desconfortável, mas frequente: medir progresso, aparência ou sucesso alheio ainda acontece em momentos de trabalho, estudo e lazer.
Esperar em filas continua a irritar muita gente, mas quase todos acabam por aceitar a rotina em lojas, serviços e transportes.
No trabalho, há quem reclame de reuniões longas e vagas, mas ainda assim apareça, tome notas e tente extrair algum valor.
Formulários, documentos e confirmações são fontes comuns de frustração, mas continuam a ser tratados porque são inevitáveis.
Muitas pessoas dizem sim a eventos que preferiam evitar para não desiludir amigos, família ou colegas, mesmo sem grande entusiasmo.
O final resume a contradição: fazemos coisas desconfortáveis porque evitá-las também tem custo. A rotina nem sempre é escolha, às vezes é negociação.