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Anedota: O António confiou à aplicação a rega do quintal

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A Teresa tentou explicar que a previsão não correspondia a uma divisão do terreno, mas o António já tinha pousado o regador e voltado à sombra. Disse que, com a tecnologia, era melhor não complicar as coisas.

Durante a tarde, o céu manteve-se azul. A Teresa, que tinha ficado por ali a conversar, apontou para a horta.

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“Ainda não caiu uma gota. Se calhar a aplicação enganou-se.”

O António levantou-se devagar e foi consultar o telemóvel. A previsão tinha mudado: agora havia apenas vinte por cento de probabilidade de chuva.

Ilustração cartoon: António, de camisa clara e calças castanhas, rega uma faixa estreita de uma horta ensolarada enquanto Teresa, de vestido azul, observa com ar intrigado; quintal alentejano com regador e alfaces.

Ele olhou para o regador, depois para a faixa que já tinha molhado, e ficou pensativo.

“Então, vais regar o resto?”, perguntou a Teresa.

O António pegou no regador e voltou a enchê-lo. Regou outra pequena faixa, paralela à primeira, e parou para verificar a previsão mais uma vez.

O ecrã continuava a anunciar céu limpo.

A Teresa cruzou os braços. “António, assim a horta vai ficar às riscas. Porque não regas tudo de uma vez?”

Ele sorriu, satisfeito com a própria lógica, e apontou para as faixas secas que ainda faltavam. “E se a previsão falhar? Amanhã rego os outros oitenta por cento.”

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