
Henrique Gouveia e Melo revelou detalhes pouco conhecidos sobre a vida a bordo de submarinos numa conversa descontraída com Guilherme Geirinhas. Com cerca de 20 mil horas passadas debaixo de água, o almirante descreveu um quotidiano exigente, vivido em espaços reduzidos e sob constante pressão física e psicológica.
Nos submarinos mais antigos, 57 homens partilhavam apenas duas casas de banho e recorriam ao sistema de cama quente, usado por turnos. A higiene era mínima, com apenas um litro e meio de água por semana para cada militar, tornando as toalhitas húmidas um verdadeiro avanço.
O ambiente era marcado por cheiros intensos e regras informais de convivência. Ao atingir a profundidade máxima, a tripulação mantinha um ritual simbólico, reforçando o espírito de equipa e resistência.




































