5. Um buraco negro tem uma fronteira chamada horizonte de acontecimentos
O horizonte de acontecimentos é a fronteira de um buraco negro a partir da qual nada consegue escapar para o exterior, nem sequer a luz. Não é uma superfície sólida.
É uma fronteira associada à gravidade extrema e à região do espaço-tempo em que se encontra o buraco negro.
Por isso, não observamos directamente a luz que esteja para lá do horizonte.
Os astrónomos estudam buracos negros pelos efeitos que produzem na matéria e na luz à sua volta, por exemplo no gás quente que pode formar um disco de acreção.
A imagem popular de um buraco negro como um aspirador cósmico é enganadora: a sua gravidade não atrai tudo indiscriminadamente a grandes distâncias.
6. Algumas estrelas de neutrões funcionam como faróis cósmicos
Uma estrela de neutrões é o núcleo extremamente compacto que pode restar depois da explosão de uma estrela massiva.
Algumas destas estrelas rodam rapidamente e emitem feixes de radiação a partir das suas regiões magnéticas. Se um feixe passar repetidamente pela direcção da Terra, os instrumentos registam pulsos regulares.
Estes objectos recebem o nome de pulsares. A analogia com um farol ajuda a visualizar o efeito, mas não significa que a estrela esteja a piscar.
O sinal parece pulsar porque a rotação dirige o feixe para nós em intervalos regulares.
A precisão de alguns pulsares permite aos cientistas estudar a matéria em condições extremas e testar modelos da gravidade.

























