
A Inês ofereceu ao Rui uma experiência de aniversário: uma sessão numa sala de fuga. Ele ficou encantado, embora tivesse perguntado se havia jantar incluído e se a sala tinha uma saída de emergência.
“Claro que tem”, respondeu a Inês. “É uma sala de fuga, não uma sala de ficar para sempre.”
O Rui, que gostava de confirmar tudo, leu as instruções no telemóvel. Tinham uma hora para resolver os enigmas e sair.
A Inês achou que seria divertido. O Rui achou que seria uma excelente oportunidade para descobrir se ela continuava a gostar dele depois de o ver sob pressão.
Quando a porta se fechou, uma voz gravada explicou que deviam procurar pistas, combinar informações e trabalhar em equipa. A Inês começou logo a examinar uma estante.
O Rui ficou diante de um quadro com números.
“Encontrei uma chave!”, anunciou ela.
“Não mexas em nada até eu perceber o código”, pediu o Rui, sem tirar os olhos do quadro.
A Inês pousou a chave na mesa e encontrou, por baixo, um papel com uma adivinha. O Rui, entretanto, tinha decidido que os números do quadro eram uma sequência matemática.
Passou vários minutos a somar, subtrair e murmurar que aquilo não fazia sentido.




























