“Talvez a pista seja o papel que está ao teu lado”, sugeriu a Inês.
“Estou quase a chegar à solução”, respondeu ele.
Não estava. A Inês resolveu a adivinha, abriu uma gaveta e encontrou uma lanterna.
O Rui continuava a estudar o quadro, agora com a expressão de quem suspeitava que os números o tinham ofendido pessoalmente.
Passaram vinte minutos a procurar pistas em lados diferentes da sala. A cada sugestão da Inês, o Rui respondia que já tinha pensado nisso.
A cada hipótese do Rui, a Inês encontrava uma pista que provava que ele não tinha pensado o suficiente.
Quando faltavam cinco minutos, uma campainha tocou. O Rui endireitou-se e anunciou que tinha finalmente percebido o código.
A Inês usou a chave que descobrira logo no início e abriu a porta.
Do lado de fora, o funcionário felicitou-os por terem conseguido sair. O Rui olhou para o relógio, aliviado. A Inês sorriu e disse: “Vês? Afinal, quando digo que quero sair contigo, tu até me levas a sério. Só foi preciso fechar-nos numa sala.”




























