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Anedota: O silêncio do papagaio do Sporting

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A doutora Inês anotou a informação e perguntou se o papagaio também se calava quando havia jogos de outras equipas.

“Nunca fiz esse teste”, admitiu o António. “Mas, se houver um jogo importante, ele percebe logo. Eu começo a andar de um lado para o outro e ele vai para o poleiro.”

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Ilustração cartoon: Na sala de consulta veterinária, a doutora Inês, mulher de cerca de 40 anos com cabelo castanho apanhado e bata clara, examina um papagaio verde e cinzento pousado num poleiro sobre a mesa; o António, homem de cerca de 60 anos, cabelo

A veterinária sorriu, mas continuou o exame. Leão parecia saudável, tinha as penas brilhantes e aceitava uma semente da mão dela sem hesitar.

“Talvez fique concentrado a ouvir a transmissão”, sugeriu a doutora. “Vamos ver se responde a uma pergunta simples.”

Virou-se para o papagaio e perguntou: “Leão, estás a sentir-te doente?”

O António inclinou-se para a gaiola, à espera de uma resposta. Leão olhou para ele, depois para a veterinária, e abriu finalmente o bico.

“Eu estou bem, doutora. Fico calado porque o António fala pelos dois. Quem precisa de consulta é ele: há vinte anos que discute com a televisão e ainda pensa que ela o está a ouvir.”

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