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Anedota: O banco do Benfica que todos queriam

Capa de Anedota: O banco do Benfica que todos queriam
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O Rui era carpinteiro ao sábado e benfiquista todos os dias, incluindo aqueles em que prometia não falar de futebol.

Quando a equipa amadora do bairro pediu ao curso de carpintaria um banco novo para a linha lateral, ele ofereceu-se antes de o professor acabar a frase.

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O treinador explicou que precisava de um banco resistente, fácil de transportar e com lugar para os suplentes. O Rui ouviu com atenção, mas ficou sobretudo preso à palavra “banco”.

“Posso fazer um banco que dê vontade de jogar bem só para merecer um lugar nele”, garantiu.

Durante duas semanas, mediu tábuas, lixou cantos e discutiu com o professor se uma cobertura seria exagerada. O professor achava que sim.

O Rui lembrava-lhe que, à chuva, até o adepto mais entusiasta aprecia um teto.

Ilustração cartoon: Rui, carpinteiro benfiquista de cerca de 40 anos, cabelo castanho curto e camisa de flanela vermelha, mede tábuas numa oficina comunitária; o professor grisalho, de avental azul, observa junto à bancada de trabalho, com ferramentas arr

Também instalou pequenas placas com números nos lugares, para evitar disputas. O treinador achou desnecessário, mas o Rui respondeu que, sem organização, qualquer banco podia transformar-se numa bancada em miniatura.

No dia da entrega, a equipa reuniu-se no campo para experimentar a peça. O banco era comprido, firme e tinha uma cobertura simples.

O treinador sentou-se, bateu duas vezes na madeira e aprovou o trabalho.

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